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24.05.2018 - Greve

Associados da ACIC relatam graves problemas em função da greve

Associados da ACIC relatam graves problemas em função da greve

Com a greve de caminhoneiros autônomos, o cenário é de desabastecimento em postos de combustíveis, aeroportos, entrepostos de alimentos e restaurantes e de paralisação na fabricação de veículos e no abate de animais. São registrados protestos de caminhoneiros em 24 estados segundo a Confederação Nacional dos Transportadores Autônomos. Diante disso, a ACIC realizou um pequeno diagnóstico da situação em Caçador entre seus associados.

A situação é de grande preocupação entre os empresários caçadorenses, com a falta de matéria prima, falta de combustível para abastecer as frotas, entre outras situações que estão forçando inclusive a paralisação das atividades em muitos setores. No entanto, o ato recebe o apoio de associados. Confira os relatos:

 “Falta de suprimentos necessários para a produção”, eng. Marcelo Ruaro Bortoli da NeoBortoli Motobombas. 

De nossa parte estamos com as seguintes limitações: Não estamos recebendo mercadorias; Transportadoras não estão coletando mercadorias; está faltando mercadorias; Carros sem abastecimento; Clientes participando dos protestos”, Inacio Hasse- Gerente Comercial da Cooper HF

 “Uma grande parte dos clientes da Clínica de Ortodontia e Ortopedia Facial Beltrami vem de fora, então uma paralisação nos atinge diretamente, especialmente com agendamentos de 21 dias. Entretanto a situação atual do país e dos políticos corruptos que estão na liderança e as incertezas do país, nos atinge muito mais, porque ninguém tem certeza do amanhã. A insegurança gera a dúvida e consequentemente a retração. As pessoas mesmo precisando, tentam postergar tudo que puderem. Apoiamos totalmente a paralização, não é apenas dos motoristas, é o protesto de todos nós brasileiros, responsáveis pelos rumos das nossas famílias e dos nossos negócios. Como está não pode mais ficar”, Dr. Luiz Eugênio Beltrami. 

Nossa empresa tem enfrentado problemas com o desabastecimento de combustíveis e com os bloqueios, o que no momento inviabiliza a realização de trabalhos externos em outras cidades, bem como dificulta a entrega dos trabalhos na cidade. Evitamos fazer pedidos esta semana junto a nossos fornecedores para não ficar com os produtos parados nos locais de manifestação. Apesar destas situações, apoiamos a causa por que nossa empresa também sofre com as constantes elevações dos insumos, influenciados pelo preço do dólar, combustível e tributos e acreditamos que é através da união de toda a população que será possível chegar a algum resultado positivo para todos”, Alex Fernando Gonçalves Cordeiro, Visual Comunicação.

 “Não está chegando os produtos encomendados”, Jorge da MultiÓptica Ótica. 

Como distribuidor, há dois dias não recebemos mercadorias de nossos fornecedores e também não conseguimos fazer entregas em clientes da região! Estamos praticamente apenas atendendo telefones e prestando suporte técnico”, Distribuidora Alto Vale. 

 “Falta de medicamentos. Temos apenas um distribuidor que está conseguindo nos entregar medicamento. Demais estão bloqueados na estrada. Pergunta-se: Qual a garantia do medicamento armazenado dentro de um caminhão? Temperatura? Unidade? Como chegará as farmácias? Qualidade? Segurança?”, Bethania Roveda Pereira.

 “A Industria de Moveis 3 Irmãos da unidade de Caçador  é fornecedor da Matriz em Campo Alegre. O abastecimento está interrompido desde terça-feira, causando parada de fábrica. A unidade de Caçador está sendo afetada diretamente por falta de insumos básicos para transporte, como Diesel e Gás, com isso, linhas de produção estão sendo interrompidas tão logo acabe o insumo. Paralelo a isso, na parte de apoio, há desabastecimento de alimentos e também, deve ser afetado ainda no final desta semana o transporte de funcionários. No momento 40% dos funcionários foram dispensados por parada de linha de produção”, Helington O. Souza, gerente Industrial | Unid. Caçador.

 “Não recebimento de insumos de produção, não envio de mercadorias vendidas, atrasos em viagens comerciais”. Guilherme S. Grando- Villaggio Grando.

 “Estoque zerado de alguns produtos e peças para reposição em manutenção. Carros utilizados para prestação de serviços assistência técnica com pouco combustível, suspendemos temporariamente atendimento a clientes de outros municípios”, Assis Pereira.

 “Nossa empresa está sendo afetada neste momento na questão dos Correios. Falta de recebimento de documentos, que recebemos diariamente. Estamos tendo grandes problemas com isto”, Jussara Castanheiro, Caçador Corretora de Seguros

 “Temos matéria-prima e insumos faturados aguardando na transportadora ou para serem coletados nos fornecedores: 02 Notas fiscais em São Paulo, 01 em Itajaí e 01 em Canoas no RS. Se todas essas mercadorias não chegarem até o início da próxima semana faltará na produção”. Itacir, Braghini Ind. e Com. de Confecções.

 “Diante da situação e caos do Brasil, acho louvável todos nós pessoas físicas, jurídicas e Associações Comerciais e Industriais, apoiar este movimento iniciado pelos caminhoneiros. Pois essa luta é do povo brasileiro contra uma classe que vive em outro pais e que não ligam para o povo brasileiro e tão pouco para os empresários honestos e comprometidos. Minha opinião, devemos parar o Brasil. Somente assim, talvez consigamos uma mudança, pois o Brasil é nosso, do povo brasileiro e não de meio dúzia de safados e corruptos”, Ademir Scapinelli, Contábil Scapinelli

 “No momento o que está nos afetando é a falta de combustível pois dependemos dos caminhões dos fornecedores para nos abastecer de matéria prima para execução de nossos móveis”, NewArt Ambientes Planejados.

 “Recebimentos de matéria prima. Se continuar isso na semana que vem, teremos que parar as atividades da empresa”, Kaffa Brasil

 “Como distribuidor, há dois dias não recebemos mercadorias de nossos fornecedores e também não conseguimos fazer entregas em clientes da região! Estamos praticamente apenas atendendo telefones e prestando suporte técnico”, Distribuidora Alto Vale.