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23.05.2016 - Núcleos

Mel caçadorense é exportado para Alemanha e Estados Unidos

Fonte: Jornal Extra- Caçador-SC


Para a Associação Empresarial de Caçador (ACIC), o associativismo é a base estratégica de todo o trabalho desenvolvido que, além de representar, busca a integração da classe empresarial, promovendo ações concretas para o desenvolvimento das empresas, da cidade e região. Diante disso, nos últimos anos, a consultora Adriane de Quadros resgatou os Núcleos da ACIC, atendendo uma solicitação do atual presidente da entidade, Henrique Basso. Muitos núcleos foram reavivados e novos núcleos foram criados. Os Núcleos Empresariais fazem parte do Programa Empreender da Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC).

Para que a população conheça o trabalho desenvolvido pelos grupos e com eles, iniciamos, uma série de reportagens que vai contar a história, objetivos, metas e conquistas de cada um dos núcleos da ACIC. Iniciamos hoje com o Núcleo dos Apicultores.

Em 2002, a ACIC chamou os interessados em apicultura para comparecerem à uma reunião. O objetivo já era formar um grupo de apicultores para desenvolver a apicultura local. Na primeira reunião, quatorze apicultores compareceram e começaram a realizar reuniões mensais. “O objetivo da associação é fazer com que os apicultores aprendam a trabalhar tecnicamente para produzir com qualidade e desenvolver dentro das normas exigidas”, comenta Casemiro Ribeiro Pontes, atual vice-presidente da Associação dos Apicultores de Caçador e Região (ACAP).

A partir das reuniões, já em 2004, o grupo decidiu se formalizar criando a ACAPA, que tem, basicamente, os mesmos objetivos.

Atualmente, o núcleo conta com a participação de 23 apicultores, mas não foi sempre assim. Assim como o mercado do mel, a participação no núcleo e associação oscila bastante. “Alguns entram no núcleo querendo resultados imediatos, porém, nosso maior objetivo é a qualidade do produto e não apenas a quantidade”, ressalta.

Conforme o presidente da associação e coordenador do núcleo, Domingos Spader, para ensinar o manejo e técnicas corretas, o núcleo realiza mensalmente dias de campo e visitas técnicas em que os apicultores podem se atualizar, praticar bons manejos e manter-se organizados. “O desenvolvimento de técnicas e aplicação de manejos é fundamental para manter-se competitivo, não medimos esforços para inovar, uma vez que possuímos Técnico e Médico Veterinário no próprio grupo”, ressalta.

O técnico agrícola do grupo, Walter Bartholet, já participou de seminários sobre apicultura na França, Argentina e em diversas regiões do país e repassa todo o conhecimento aos integrantes do núcleo.

Pelo núcleo, os participantes também têm a oportunidade de realizar diversos cursos promovidos pelo Senar, Epagri e Federação das Associações de Apicultores e Meliponicultores de Santa Catarina (FAASC). “A FAASC promove um encontro anual, que acontece em vários lugares no estado, e nesses encontros temos a oportunidade de trocar ideias e formar parcerias com apicultores de diversas regiões”.

O núcleo, portanto, tem o papel de unir os apicultores e trazer informação. Ele também tem a preocupação de avaliar alternativas para evitar perdas de colmeia e controle de parasitas, para aumentar a produção.

FACISC

A Federação das Associações Empresariais de Santa Catarina (FACISC) é o maior sistema empresarial voluntário e que tem a maior capilaridade de Santa Catarina. Reúne cerca de 35 mil empresas dos mais diversos segmentos: comércio, indústria, prestação de serviço, agronegócios, turismo, profissionais liberais, entre outros, através de 146 associações empresariais presentes em 220 municípios do Estado. Também faz parte da Confederação das Associações Empresariais do Brasil (CACB) que reúne 2.300 associações empresariais e mais de 2 milhões de empresários em todo o País.

Metas e conquistas

Em 2007, a Apac desenvolveu um projeto com a Secretaria Municipal da Agricultura para a aquisição de todos os equipamentos para extração, envase de mel e fabricação de cera alveolada. “Conseguimos os equipamentos, que estão disponíveis para todos os apicultores utilizarem”, comenta Spader.

Outra importante conquista do grupo foi a inauguração da Casa do Mel, unidade de extração localizada no Distrito de Taquara Verde e construída com recursos próprios. “O apicultor produz o mel na propriedade e leva as melgueiras na casa de extração para extrair o mel e fazer o envase correto do produto”, explica.

Em 2009, o núcleo foi beneficiado pelo projeto DRS, da Fundação Banco do Brasil com um caminhão furgão para a colheita de mel.

Nos anos seguintes, os apicultores caçadorenses conquistaram certificação orgânica IMO para exportação e certificação de Comércio Justo.

Apesar de terem conquistado o Sistema de Inspeção Municipal (SIM) e poderem comercializar o mel na cidade, a maior parte do mel produzido em Caçador é enviado para Alemanha e Estados Unidos. “Como o nosso mel não é fracionado, uma pequena parte é comercializada aqui, mas a maioria vai para exportação”, explica. O próximo passo da Associação é conquistar o SIFE para poder comercializar em outras cidades.

Esse ano, conforme Domingos e Casemiro, a produção não atingiu uma quantidade significativa, pois o clima não colaborou. Entre os meses de setembro a novembro houve muita chuva e os apicultores produziram apenas 10 % da capacidade. “A produção de mel depende basicamente do tempo e da natureza, e esse ano foi de recuperação dos enxames, pois ano passado morreram muitas abelhas, nós estamos correndo atrás da origem da mortalidade e buscando formas de amenizar essas perdas”, conta Pontes.

De acordo com Domingos, quando não há interferência negativa do clima, a associação tem capacidade de produzir até 100 toneladas anualmente.

Porém, os apicultores voltam a frisar que o principal objetivo do núcleo não é exatamente o rendimento, mas a qualidade.

Tanto é que, em 2013, o técnico Walter Bartholet foi finalista da Iniciativa Tecnologia Social da FBB com o projeto: “Gasificador Ácido Oxálico Brasil”, que age no combate a parasitas da abelha. “O nosso objetivo é modernizar e dar maiores condições técnicas aos apicultores, pois o mel é um produto que não tem mistura, se não tirarmos com qualidade lá no aviário, ele não vai chegar com qualidade aos consumidores, e se eu mandar um lote contaminado contamina o produto de todo o grupo, por isso a importância da orientação e dos cuidados, para não prejudicar o trabalho dos demais”.

Conforme os coordenadores, aqueles que tiverem interesse em fazer parte do núcleo devem participar no mínimo seis meses das reuniões e dias de campo para então ser associado.  “A pessoa precisa participar pra ver se é aquilo que ela quer ou não”, salienta Spader.

Membros do Núcleo  de Apicultores da Acic:

CASEMIRO RIBEIRO PONTES

DOMINGOS SPADER

LUIZ ANTONIO PETRY

SALETE T.MEZOMO

DELCIO CAMUZATTO

DORVALINO MOREIRA DIAS

GILBERTO VERONESE

HELMUTH WEGNER

PEDRO CARLOS URIO

ALEX DELLAI

JOAO MIGUEL CASTILHO

WALTER BARTHOLET – TÉCNICO AGRÍCOLA

ELIZETE TWARDOWISKI

GLAUCI TWARDOWISKI

JOSE RENATO ZAIAS

MARCOS AURELIO ZAIAS

ROBERTO BALZAN

ALEXANDRINA KRUDES RIBEIRO

EDINA MEZOMO

IRLES TANGERINO

NELSON PRESSANTO

ROSECLER FAORO

JOSE LUIZ BRESSAN